9º Capitulo - 2º Parte - Encontros...

E aqui esta a 2º parte do 9º capitulo.

O outro segredo do Ian já esteve mais longe de ser revelado. Nao é bem um segredo, mais uma omissão!

 

Enjoy e comentem ;)

 

Senti um mexer leve ao lado da cama. Como se alguém se senta-se ao meu lado.

- Ree?... – Sussurrou alguém baixinho.

- Humm…. – E mexi-me, embrulhando-me mais nos cobertores.

- Ree! São horas de acordar…- sussurrou junto ao meu ouvido – Vamos passar uma tarde em grande… mas tens que acordar primeiro…

Comecei a abrir os olhos. E a primeira coisa que vi - e que podia ser a primeira coisa que via todos os dias, que não me ia fartar – foi o gelo em brasa dos olhos do Ian. Um azul gelo e frio, mas ao mesmo tempo quentes e convidativos. Baralhavam-me.

- Wake Up preguiçosa…

- Eu não sou preguiçosa. – Resmunguei fazendo voz de criança. Ele soltou um risinho. Ok, ok. Eu sou preguiçosa, até bastante preguiçosa. Só queria que ele se deitasse ao pé de mim, me abraçasse e adormecêssemos os dois juntos.

Ok, Ree, deixa-te de pensamentos perversos e estúpidos. Disse para mim própria.

- Espera-nos uma tarde maravilhosa… - ele sabe mesmo o que dizer para me acordar. Sorri para mim própria.

- Que belo sorriso pela manhã! – exclamou ele e começou-me a fazer cócegas. Eu , claro, comecei a rir-me e a encolher-me.

- Pára… á serio pára! – ele percebeu que eu já não estava a gostar e parou.

- Vais levantar-te ou não? – perguntou com um ar maroto.

Suspirei.

- Já não… deixa-me estar aqui mais um bocadinho. – e voltei a enroscar-me nos lençóis.

Ele devagar tirou-me os lençóis de cima e …

- Upa! – Pego-me ao colo com uma facilidade enorme.

Fiquei espantada com a força dele. Parecia que eu era uma pena.

Eu sei que ele é forte e isso, e que deve abusar do ginásio de certeza… Mas aquilo impressiono-me mesmo.

Um suspiro profundo. Um suspiro perfeito. Um suspiro dele.

Acordei do meu transe com um simples suspiro daquele que eu penso ser o homem da minha vida.

E foi ai que me apercebi. Eu estava ao colo do homem perfeito.

Do homem dos sonhos de qualquer mulher.

Além de ser lindo, musculado e perfeito de se ver (eu não sou hipócrita, mas é impossível não reparar) … era simpático, inteligente, misterioso e amoroso.

Pergunto-me que mulher na minha situação não se apaixonaria por ele. Pergunto-me se ele já algum dia reparou nesse facto…

Mas não.

Ele para mim era tudo. Porque ele é perfeito: por dentro e por fora. Mas…

E eu para ele. Mesmo se existisse algum sentimento da parte dele, como seria eu capaz de o retribuir?

Não sou um espectáculo de rapariga. Normal apenas. Beleza normal. Vida normal. Personalidade normal.

Apenas eu.

É impossível ele ter alguma espécie de sentimento por mim, sem ser amizade Normal.

Parei de pensar no ‘ele não gosta de mim’ e foquei-me no essencial a reter naquele momento.

Como estava com sono – essa parte não tinha de fingir – aconcheguei-me ao peito dele.

Senti a respiração dele. O coração a bombear o sangue através das veias dele. Através do corpo dele. Para o manter quente.

Senti o cheiro.

Como era bom. Foram segundos, mas os suficientes para decorar aquele cheiro. Nenhum homem tem aquele cheiro. Nenhum homem terá aquele cheiro.

Senti os meus pés a baloiçarem.

Olhei em volta. Estávamos a sair do meu quarto.

Como o tempo passou de pressa.

Apenas segundos e eu tinha pensado no ‘como ele é perfeito’, no ‘ele não gosta de mim’, no cheiro dele, no toque dele, no batimento do coração dele…

Apenas segundos. Mas eu reparei – nesse curto espaço de tempo – que o amo, que o quero para toda a vida e que o meu desejo estame a levar ao colo neste preciso momento.

Reparei que não ouvia outras vozes. A casa estava vazia.

Onde tinham ido os outros? Que horas seriam?

- Que horas são? – tentei falar em tom normal, mas pareceu-me sair num tom de sono e cansado.

- Duas da tarde, dorminhoca. – respondeu ele no mesmo tom de murmúrio que eu.

Quando respondeu baixou a cabeça para me olhar. O olhar dele. Frio com gelo, em chamas como o fogo.

Quando ele abriu uma porta de vidro, raparei que estávamos a ir para a varanda.

Estava vazia.

Ele sentou-me na grade virada para ele.

- Deixa-me descer. Posso cair. – Não é medo de altura, nem da morte. Só que … eu quero viver. Viver a minha vida. Viver o meu sonho privado.

- Eu não te deixo cair. – disse aquilo com um ar serio. Se eu tinha algum medo, desapareceu todo ali. É isto que ele me faz. Tira-me o medo de tudo. Tira-me o medo de morrer… de viver – Nunca te deixava cair.

Assenti. Olhei-o nos olhos.

- Onde é que os outros estão? – apesar de estarmos sozinhos, falávamos entre murmúrios. Como se contássemos um segredo.

- Foram comprar o almoço. E eu fiquei de te acordar…

- Humm… que tarefa complicada! – ri-me.

- É … é bem difícil – e riu-se também.

- Vá… o que é que vamos fazer hoje? – perguntei curiosa

- Hum… nãos sei! Mas podemos ir dar uma volta ou assim…

- Compras ??  - perguntei com um sorriso santinho. Eu sabia que ele não gostava muito de compras… já mo tinha dito numas conversas nossas.

- Nã… porque se não trazes o shopping para casa – e riu-se entre dentes. Dei-lhe uma pancadinha no peito.

- Não sejas parvo!

Nisto ouviu-se uma campainha. Eles tinham chegado.

- Ai vem a comida… - disse ele deliciado já a andar para a porta. Segui-o.

- E o senhor Ian já se está a babar! – E ri-me com a minha piada.

 

Almoçamos. Tinham trazido hambúrgueres. E como o meu irmão conhece-me bem: trouxe o meu preferido.

Combinamos ir depois a uma esplanada.

E fomos. A conversa estava muito animada. O que me fazia pensar que era impossível o Ian, o Kyle e a Miriam estivessem em plena investigação e em pleno perigo. Estavam a ser perseguidos e a perseguir.

Como será que o Din e a Cat reagiriam se soubessem? Será que se afastavam? Ou faziam como eu: Não ligava, e fingia que essa parte não existia?

Decidi não me massacrar mais com isso.

- E pois é… - disse a Cat.

- O que é que foi? – Perguntou o Din, evidentemente… Curioso x)

- Vai haver um baile de finalista… Nós não somos finalistas, mas vais estar aberto ao publico. Podíamos ir. – E… o baile. Pois era. Já devia estar próximo. Eu iria? Com quem? Esta ultima pergunta foi fácil: Ian. Mas… ele quereria vir comigo? Não. Claro que não. Tinha que arranjar outra pessoa. Ou então… não iria.

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Chegamos a casa á noite. O Kyle ia sai com a Cat. Um encontro… iriam a uma discoteca, provavelmente.

O Din ia para as aulas e a Miriam ficaria em casa. Não sei quais são os planos do Ian.

Convido para passar a noite comigo? Ou será despropositado?

- Vá nos vamos! – Disse a Cat já a atravessar a porta com o Kyle atrás. Tinha um sorriso enorme, e ia muito bem vestida. Mas pensei… ‘Ela preparasse assim sempre quando sai com um rapaz. O que acontece muitas vezes’

Senti uma leve pontada de pena pelo Kyle. Saberia ele que a Cat tem um grande histórico de ex-namorados? De noites loucas?

- Divirtam-se! – gritei. Mas tenho a certeza que nenhum deles ouviu.

O Din estava a preparar-se para ir para as aulas… ainda me fazia confusão ele estudar á noite. Eu e a Miriam estávamos no sofá enquanto o Ian estava na poltrona, como sempre.

O Din apareceu.

- Bem, eu vou!

- Eu também – começou a Cat – estou muito cansada, vou para casa Ian!

- Tá, eu já lá vou ter!

Saíram.

Nós estávamos a ver televisão. Estava a dar o Sobrenatural na Fox. E eu adoro ver…

- Então… - comecei. Não tinha a certeza do que ia fazer, mas avancei – eu não tenho ninguém para ir ao baile, e …

- E..??

E depois disparei, deitando rapidamente as palavras fora.

- Queres ir comigo?

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publicado por RiiBaptista às 17:52 | link do post | comentar