16º Capitulo - Omissões - 1ºparte

Este capitulo nao esta mesmo nada de geito --'

mas pronto...

 

O meu pai e o pai do Ian juntos. Era bom saber que foram amigos. Amigos? Ou apenas colegas de trabalho?

Eu, sorridente, contemplei a foto por um momento, era difícil encontar fotografias do meu pai lá em casa. O Din tinha-as guardado não sei a onde. Ele não gostava de relembrar momentos, que outrora eram boas memorias. E talvez para mim, também fosse o melhor.


Na foto, a face dele demonstrava tanto orgulho, como calor humano. Uma mistura de felicidade e tristeza invadiram-me, tanto como a surpresa. O que é que fazia uma fotografia do meu pai em casa do avo Freddi?


– Eu já tinha suspeitado. – Disse sereno enquanto tirou a fotografia da minha mão e a pousou-a novamente. – Tens o mesmo olhar esperançoso que o teu pai…
– Tenho? – Perguntei com a voz a tremer. Agora, já estava a fazer um esforço para não chorar.

– Tens. – E sorriu. – Aquele mesmo olhar de quem flutua sem colocar os pés no chão e que acredita num futuro mais agradável.

Aquele era o meu espelho. Era como eu me sentia agora. Mas como…?


– Então, o senhor conhecia-o?
– Era amigo do Filipe, veio aqui a casa algumas vezes.

– Filipe... Pai do Ian?

– Sim. Era outro que não gostava muito da realidade. – Riu triste de si mesmo. A morte do filho também não devia ter sido fácil de ultrapassar a este velho.


– Porque é que as melhores pessoas vão sempre primeiro?

– Porque a humanidade não se aceita ver pequena… – E piscou-me o olho, depois levantou o pescoço e olhou para trás de mim – Miriam! Eu estava justamente a contar á Rebecca para a como é que a sua tia Susan conseguiu esta medalha de natação! – Riu ao lembrar–se da história.

Miriam sorriu e acrescentou

– E ela não nadava nada de jeito… – E riu-se.

– Sim sim! Foi um feito inacreditável ela ter ganhado aquela competição! Estao com fome? – A Gertrudes estava a fazer alguns bolinhos quando cheguei, vamos lá!

– O que é que tens? – Perguntou-me a Miriam preocupada. Nunca fui muito boa a esconder sentimentos.

– Porque está com fome! – Respondeu o Sr. Freddi rapidamente.
– Está tudo bem? – E chegou-se mais perto.

– Está sim, querida.

Eu percebi que não a convencera. Só que Miriam deu-me espaço, e não insistiu mais.


– Gostas de bolinhos?

*

Já estava em casa e ainda faltavam duas horas para o Ian chegar. Essas duas horas passeias no sofá.

A decidir: mentir ou não mentir?

Claro, que omitir estava dentro de mentir. Pois quem omite não diz a verdade, e quem não diz a verdade é mentiroso.


Contar a verdade nunca fora o mais fácil, mas era o caminho certo.

– E então? O que Fizes-te hoje? – Perguntou depois de algum tempo quando estávamos estendidos no sofá.


– Nada de mais. – Menti!  Não sou corajosa o suficiente. Não tenho força suficiente. Tenho medo, por isso … Menti.

– A Miriam estava estranha… - desabafou…

Se estava estranha é porque não se descaiu…. O que é bom!!!

- Como assim? – Perguntei a medo…

 

Ian franziu as sobranselhas.

– Bom, não sei. É como se escondesse alguma coisa… mas não sei o que é…

- Talvez não seja nada…

 

- Eu sei que é, … mas... vamos mudar de assunto!

 

Pareceu me muito bem!

 

- Parece-me bem!


– Quando é que queres continuar as aulas de condução? – Perguntou bastante animado. Eu queria mudar de assunto, mas para este não -.-


– Posso me sentar no teu colo enquanto conduzes? – Perguntei com um ar travesso.


– Pára de me provocar. – E riu alto. – Que tal amanhã?

– Por que é que tu insistes tanto?

– Porque é necessário. Alem do mais prometes-te á Cat que a levarias á faculdade de manha…


– Odeio quando tu estás certo.


– Ah pára com isso. – E deu o usual sorriso malicioso. – Tu não me odeias sempre!

-----

Domingo é um dia normal. Apesar de fazer parte do fim de semana, não á como evitar a passageira depressão do ‘amanha é segunda-feira’. É impossível lembrarmo-nos do domingo como um dia livre, porque pensamos logo no dia seguinte… e a alegria desfaz-se logo.
Não é que a segunda-feira seja má ou que eu acredite nos horóscopos e no azar para esse dia. Nos fim de semanas divertimo-nos, dormimos, comemos e faremos o que quisermos. Mais uma razão para a segunda-feira ser má. Afinal, quem é que se quer levantar cedo e ir estudar a uma segunda-feira?


Bom, na verdade, ninguém quer, mas todos vão para a faculdade.

– Preciso de descanso…. – Disse a Cat enquanto mandava os cadernos para dentro da mala.
– Só daqui a quatro dias. – Respondi desanimada.


– Porque é que as segundas-feiras existem? Diz–me quem inventou esse dia e eu esgano-o.

– Porque é que estas tão nervosa? O que é que se passou?– Ela nunca estava bem humorada a uma segunda-feira, mas também nunca esteve assim…

E eu conhecia demasiado bem…


– Não te quero contar, estou envergonhada de mim mesma…

– Agora quero saber. – E ri-me. Tinha a certeza que a Cat não consegiria guardar isto por muito mais tempo.
– Promete que não me julgas?

– Estou a ficar preocupada… O que é que fizeste?
– Fui ver o Kyle a jogar futebol.

– Ele joga futebol? – Ergui as sobrancelhas em sinal de admiração.


– Sim, a Miriam disse-me que ele já joga á algum tempo…

Achei estranho uma das amigas mais chegadas dele, não saber das qualidades desportivas dele.



- Não fazia mínima ideia disso… - e olhei-a, e  tentei conter-me do riso. Era a 1º vez em muito tempo que via a Cat realmente apaixonada.


– O que foi? – perguntou enervada pela minha cara…

Sorri e dei de ombros…


– Eu gosto de futebol.


– Tá! E quando é que começas-te a mentir? – E ri novamente. Era um absurdo que minha melhor amiga achasse que eu iria cair nesta.

– Tudo bem, eu admito. Fui ver o Kyle jogar. Sexy, Suado, Sem T-shirt…

– Para já.

– Não querias a verdade?

– Não quero os detalhes!

– Não são detalhes, são os 3 “S” fundamentais. – Ela arregalou os olhos e piscou para mim com muita seriedade.

– Diz-me que pelo menos que prestas-te atenção ao jogo e não aos jogadores.

– Bom, a minha atenção pode ser facilmente dividida. – E sorriu. – O Kyle marcou três golos mesmo no centro da baliza… - e suspirou.

OMG!  A Cat está pior do que eu imaginava…


– Estás mesmo apanhadinha, não estás?

– Não. Só me estou a sentir atraída. A culpa é das hormonas.

– A culpa é do Homens .- disse desiludida.

Sim, a culpa é dos homens. No meu caso: do Ian.

Que tinha um corpo lindo, uma cara marota e um cabelo sexy. Era querido, paciente e divertido. E isso era o meu inferno.

Eu tinha o Ian. O meu homem perfeito…

 

- Por falar em homem … - continuou a Cat – Tens que ter cuidado com o Ian…

Juntaram-se todos foi? Porque é que toda a gente me diz para ter cuidado com o Ian???

- Porque? – perguntei admirada.

- Agora aserio, tens de ter mesmo cuidado… Nem sabes o que é que eu encontrei na mala dele…

 

- O que é que encontras-te? – agora estava curiosa…

Uma revista de mulheres nuas? Ou umas algemas?  :P

 

- Uma arma.

 

 

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publicado por RiiBaptista às 12:32 | link do post | comentar