Capitulo 7 - De volta á rotina

Eu sei que algumas pessoas estao a perguntar : Fogo! porque é que ela ainda nao escreveu?

Eu explico. Cai das escadas na quarta á noite. Quinta demanha estava cheia de dores no pé direito (e ainda estou -.-) ... fui ao hospital

e vim a saber que um osso tinha saido do sitiu -.- Só a mim... doeu mesmo muito por aquilo no lugar outra vez.

Nao tenho gesso... só ligadoras ...mas ando muito manca -.- e tenho muitas dores... Mas (em geral) estou melhor!!  :D

 

eSPERo que gostem deste capitulo... Beijinhos e comentem :D

 

Acordei com o despertador. Eram 8h da manhã e não estava com sono. Levantei-me e admirei-me por não tido pesadelos sobre o que o Ian me dissera na noite passada.

Fui á cozinha e encontrei a Cat e o Din a tomarem o pequeno almoço.

- Olá mana! Dormis-te bem? – perguntou  o Din sempre com um ar preocupado.

- Sim e tu?

- Também…

- Por falar em dormir bem … – a Cat tinha de dizer alguma coisa – Tu andas a dormir demais… á quatro dias que não vais á faculdade, tens noção???

 

Pois era, já me esquecia… A FACULDADE ainda existe…

Tinha acontecido tanta coisa nos últimos dias que me esqueci totalmente disso…

Ainda é cedo, ainda tenho tempo de me preparar, hoje vou á faculdade.

 

- Vou hoje! Está decidido… Esperas por mim Cat? – perguntei enquanto comia um pêssego e bebia sumo.

- Se te despachares, eu levo-te!

- Ya..deixa-me ir buscar umas cenas e vestir-me…

- Ok! Vai lá…mas despacha-te!

 

Vesti uma camisa aos quadrados vermelha e umas jeans gastas. Umas sandálias castanhas e pôs umas pulseiras… peguei nas canadianas e fui ter com Cat. O Din estava de saída.

 

- Adeus maninha – e da-me dois beijos – Adeus Cat e tem juizinho! – Diz ele a rir e também lhe da dois beijos na cara. Sai de casa.

 

- Vamos coxa? – Perguntou em atou de gozo. Olhei-a com um olhar assassino. Riu-se. – Não me faz nada esse olhar…

 

- Pois, eu sei… mas vale sempre a pena tentar – e também me ri. Só a Cat para me por de bom humor.

 

Sai-mos e metemo-nos no mitsubishi pajero. Era lindo o carro…

No tínhamos praticamente dificuldades económicas. Eu, o Din e a Cat trabalhamos e todos nós temos heranças :D Eu claro como era uma desastrada, ainda não tive coragem para tirar a carta de condução.

 

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Acabou de tocar… ia ter história da comunicação. Que seca! É uma cadeira que baseia-se em factos históricos importantes no crescimento da comunicação. A stora chamava-se Amália e tinha um jeitinho para sermões…  -.-

Inspirei e olhei para a Cat: eu sabia que ela ou ia adormecer ou ia estar ás mensagens com algum rapaz…

Entramos na sala… estava praticamente vazia, sentamo-nos as duas numa mesa. Impressionantemente a Inês e o Jorge não estavam cá. Nem quero imaginar o que é que estarão a fazer :P

A professora entrou…mando-nos abrir os livros numa pagina qualquer e começou a falar sobre a falta de liberdade de expressão da rádio nos anos 60’.

 

Olhei para a Cat… impressionantemente (imaginem) estava a dormir com o livro á frente da cara. Não tinha sono por isso pôs-me a pensar… Em tudo, mas esse tudo rodava só á volta de um nome : Ian.

 

Antes de o conhecer a minha vida era puramente monótona… nenhuma novidade, a mesma rotina … a mesma vida, minuto a minuto sem existir nenhuma qualquer mudança!

 

Agora… era diferente. Vamos recuar um bocado …

 

Primeiro: Conheci-o porque ele mudou-se para o mesmo prédio que eu.

Segundo: Houve um assalto, e ele ‘salvou-me’ e cuidou de mim. Levou-me para o hospital e a partir daí vinha todas as noites visitar-me. Ainda só passaram 5 dias, e parece que passaram meses. O assalto foi a um domingo e hoje era quinta-feira. Tinha perdido 2 provas e um pé partido.

Terceiro: Era pouco o que conhecia dele. Mas… sei que tem uma irmã que vive com ele, e tem um melhor amigo, Kyle. Gosta de gelado de cereja e tem 22 anos.

Quarto : E a parte mais sinistra. Os pais foram assassinados por não quererem dar informações acerca de uma experiencia qualquer. E a tal associação andava atrás dele. E ela, a irmã e o Kyle atrás da tal associação. 

Quinto: Afinal não queriam matar o Ian, nem o Sr.Felix mas sim a mim… e o meu maior medo era que alguém pagasse o preço da minha porcura. O Sr. Felix era o exemplo mais recente dessa fatalidade, o primeiro, mas ninguém poderia garantir que seria o último.

 

Isto é a parte Burocrática (digamos)… ainda existia a parte sentimental.

 

Eu definitivamente estava completamente caído por aqueles olhos verdes … Seduzia-me duma maneira que nunca achei ser capaz…E o corpo: o abdominal, os braços, tudo…tudo em si era lindo e bonito. E não era só o seu corpo. Ele era tão gentil, tão querido e transmitia-me uma segurança… que nem mesmo se estivesse rodeada de policias me sentiria assim…

 

Foi acordada do meu transe com um toque de um som opaco de uma campainha … estremeci.

 

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Era hora de almoço e ou muito me engano ou as atenções da escola em geral estão postas em mim. Pensei que isso poderia ser o resultado de uma ilusão causada pela paranóia que tinha adquirido de uns tempos para cá, mas após andar por mais alguns minutos percebi que os alunos estavam mesmo a olhar para mim. Perguntei-me se minha roupa estava suja ou algo assim, contudo não consegui visualizar sujeira nenhuma.

Eu já estava a ficar irritada com a quantidade de olhares e cochichos que me seguiam quando avistei Cat, Inês e Jorge a andar em minha direcção.


- Ree! – Jorge exclamou animado ao me avistar.

- Oi... – Respondi a olhar indignada para os lados. – É impressão minha ou está toda a gente a olhar para mim? – Indaguei um pouco receosa ao perceber que um grupo de alunos mais velhos passou por mim dando risadinhas.

Cat e Inês olharam para o Jorge com olhares assassinos. Continuamos a andar.

- Conta-lhe! – Exclamou a Cat bastante nervosa, ele desviou o olhar.

- Contar o quê? – Perguntei preocupada, já que estava bastante incomodada com os olhares constantes. O bom é que, como já estávamos no pátio interno, não havia tanta gente.

- Diz -lhe, Jorge. – Agora era a Inês a gritar num tom ameaçador. O Jorge fez cara de culpa e olhou para os pés. Sentamo-nos numa mesa com o tabeleiro da comida á frente.


- B-bem Rebecca... – Começou gaguejando. Mau, quando ele chamava-me pelo nome não era boa coisa – E-eu não q-queria causar i-isto, eu...

- Diz logo. – Disse eu seriamente. Já me estava a passar…

- Ele espalhou no colégio inteiro que, para salvares o teu vizinho, tu lutas-te com o  assassino armado que queria explodir o teu prédio. – Diz Cat a disparar as palavras para o ar. Falava tão depressa que estive quase a perder a linha do raciocínio  – Agora todos acham que tu és uma daquelas justiceiras de filmes, a mulher-aranha ou coisa assim. E esse teu pé engessado só veio comprovar a história…

 

Apoiei o meu rosto sobre as mãos tentando contar até dez e evitar que matar o Jorge. Essa história tinha 0% de verdade. Eu não lutei com ninguém, muito menos com um assassino armado e, ainda menos, era uma justiceira. Eu era apenas uma gaja normal que fez a burrice de sair de casa desrespeitando ordens e teve o azar de tropeçar com um idiota que não sabe distinguir um 7 de um 1 quando estava a descer as escadas. Aliás, se ele soubesse fazer essa distinção eu, provavelmente, seria a pessoa que estava debaixo da terra, não o Sr. Felix.

- Ree, eu posso explicar... – disse enquanto eu me auto-mentalizava de que era melhor poupa-lo a um soco. – Empolguei-me… porque fui eu que explicai o porque da tua foto na Tv.…

- Empolgaste-te? Tu fumas-te alguma coisa antes de contar essa merda???? – Agora as poucas pessoas que não estavam a olhar para mim antes passaram a contemplar o meu ataque público de histeria.

- E não é tudo! – comentou Ines. Como gostava ela de colocar lenha na fogueira! Mas eu preferia que me contassem tudo mesmo. Olhei para ela. – As pessoas que ouviram essa loucura que o Jorge contou resolveram acrescentar as próprias modificações na história, tu sabes, quem conta um conto, acrescenta um ponto…


Tentei imaginar pior do que eu a lutar com um criminoso armado. Não consegui… aquela historia já era demasiado macabra…


- Ouvi dizer no pátio, que tu salvas-te o Sr.Felix porque vocês tinham um caso amoroso… – Informou o Jorge.

- O Sr. Felix tem mais de cinquenta anos! – Cat abriu a boca para, provavelmente, fazer a objeção de que isso não comprovava que o boato era falso. - E é viúvo! – Completei antes que ela falasse. Eu estava totalmente transtornada com todas as mentiras sobre o que tinha acontecido. – Como é que as pessoas acreditaram nisto? Está na cara que não é verdade!

- Ah Ree... – E ela usara o tom da compaixão de novo. – Tu sabes como é que as coisas são…


- Desculpa-me mesmo, Ree... Eu não te quis causar problemas.


- Tudo bem, Jorge. – Suspirei. Estava muito nervosa, mas percebi que ele não fez de má fé. – Só que nunca mais faça isto.

- Não farei. – Prometeu. Parecia estar a sentir-se muito culpado.

- Se ele o fizer – Disse a Inês que fez questão de ameaçar – eu mesma usarei a tesoura de jardinagem do meu pai para lhe cortar algo que ele não vai gostar nada.

Eu e o Jorge arregalamos os olhos e viramo-nos para ela, assustados. A Cat desatou-se a rir.

 

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Já tinha acabado mais um dia de faculdade…

Ia no carro com a Cat a caminho de casa… Paramos num supermercado para ver se enchia-mos a cozinha.

 

- Precisamos de iogurtes, queijo, pão, massa, arroz e de comidas rápidas… - disse-lhe para a imformar.

 

- Ok… vamos lá…

 

 

- Olha aconteceu uma coisa ontem á noite… - disse devagar e com medo da sua reacção.

 

- Estás a gozar, certo? – disse de repente – Tu e o Ian? Que giro… como é que foi? Conta todos os promenores!!! – Quase gritou pela emoção… disse muito rapidamente.

 

- Não … não é nada disso.

 

E contei-lhe tudo. Tudo mesmo. Desdo assalto á vida ‘secreta’ do Ian.

 

- Uau… ele parece ser o teu príncipe encantado… Esta a proteger-te do teu potencial ‘perseguidor’ – e fez aspas com os dedos.

 

- Isto é a sério!

 

- Eu sei – de uma coisa não me podia queixar. Cat era muito festiva quando podia ser… mas quando era para falar de cooisas sérias, ela parecia se outra pessoa – Temos que falar com o Din! E tens de ter mais cuidado agora!

 

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 Chegamos a casa e quando abri a porta vi (nem vão acreditar) o Din, o Ian e o Kyle sentados no sofá a jogarem playstation… Feitos doidos psicóticos e viciados pelo jogo.

Não aguentei e soltei uma gargalhada …

 

 

 

 

Espero que tenham gostado...

 

beijinhos pessoal... divirtam-se

sinto-me: com dores -.- mas bem :D
música: Luz vaga - mesa
publicado por RiiBaptista às 23:08 | link do post | comentar